Leka

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Morrer é ridículo.

A morte, por si só, é uma piada pronta. 
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, 
está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem,
precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no
carro e no meio da tarde morre. Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER!!!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio
estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve
lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,
quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para
estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer
da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora
de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,
numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,
sem ter dançado com a garota mais linda,
sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e
penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas,
a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,
caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina,
começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte
costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o
sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não
acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase
nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,
desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Parabéns a todos os funcionários, servidores públicos!!!

Parabéns a todos os funcionários, servidores públicos!!!

O cidadão quer um serviço público proporcionado pelo Estado que funcione e para isso exige servidores dedicados e preparados a fazer o melhor para atender às suas necessidades. 

A prestação do serviço público é a das mais importantes atividades de uma comunidade, sociedade ou de uma nação. 

Nenhum país, estado ou município funciona sem seu quadro servidores públicos, responsáveis pelos diversos serviços colocados à disposição do cidadão.

Portanto, é de suma importância exaltar a quem executa o papel de prestador de serviço à sociedade. Neste contexto, prestar serviço à população com qualidade e dedicação deve ser sempre a meta e os objetivos dos servidores. 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Que levamos da vida???

Um jovem advogado foi indicado para inventariar os pertences de um senhor recém falecido.
Segundo o relatório do seguro social, o idoso não tinha herdeiros ou parentes vivos. 
Suas posses eram muito simples. O apartamento alugado, um carro velho, móveis baratos e roupas puídas.
“Como alguém passa toda a vida e termina só com isso?” - pensou o advogado.
Anotou todos os dados e ia deixando a residência, quando notou um porta-retratos sobre um criado mudo.
Na foto estava o velho. Ainda era jovem, sorridente, ao fundo um mar muito verde e uma praia repleta de coqueiros. 
À caneta escrito bem de leve no canto superior da imagem lia-se “sul da Tailândia”.
Surpreso, o advogado abriu a gaveta do criado e encontrou um álbum repleto de fotografias. 
Lá estava o senhor, em diversos momentos da vida, em fotos em todo canto do mundo.
Em um tango na Argentina, na frente do Muro de Berlim, em um tuk tuk no Vietnã, sobre um camelo com as pirâmides ao fundo, tomando vinho em frente ao Coliseu, entre muitas outras.
Na última página do álbum um mapa, quase todos os países do planeta marcados com um asterisco vermelho, indicando por onde o velho tinha passado. Escrito à mão no meio do Oceano Pacífico uma pequena poesia:
Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa tocar,
Nada que se possa vender.
Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver...
(Origem desconhecida)




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os 10 ensinamentos do deboísmo são:

1- Não faça aos outros o que não quer que façam com você;

2- Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal;

3- Trate os outros seres humanos, as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade, fidelidade e respeito;

4- Não ignore o mal nem evite administrar a justiça, mas sempre esteja disposto a perdoar erros que tenham sido reconhecidos por livre e espontânea vontade e lamentados com honestidade;

5- Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento;

6- Sempre tente aprender algo de novo;

7- Ponha todas as coisas à prova; sempre compare suas ideias com os fatos, e esteja disposto a descartar mesmo a crença mais cara se ela não se adequar a eles;

8- Jamais se auto-censure ou fuja da dissidência; sempre respeite o direito dos outros de discordar de você;

9- Crie opiniões independentes com base em seu próprio raciocínio e em sua experiência; não se permita ser dirigido pelos outros;

10- Questione tudo!

*Retirados de um livro de Richard Dawkins.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sejam sempre esquecidos

No mosteiro de Sceta, o abade Lucas reuniu os frades para o sermão.
“Que vocês jamais sejam lembrados”, disse ele.
“Mas como?”, respondeu um dos irmãos. “Será que nosso exemplo não pode ajudar quem está precisando?”
“No tempo em que todo mundo era justo, ninguém prestava atenção nas pessoas exemplares”, respondeu o abade. “Todos davam o melhor de si, sem pretender, com isso, cumprir seu dever com o irmão. Amavam ao seu próximo porque entendiam que isto era parte da vida, e não estavam fazendo nada de especial em respeitar uma lei da natureza. Dividiam seus bens para não terem que ficar acumulando mais do que podiam carregar, já que as viagens duravam a vida inteira. Viviam juntos em liberdade, dando e recebendo, sem nada a cobrar ou culpar os outros. Por isso seus feitos não foram contados, e eles não deixaram nenhuma história. Quem dera, pudéssemos conseguir a mesma coisa no presente: fazer do bem uma coisa tão comum, que não haja qualquer necessidade de exaltar aqueles que o praticaram”.

Paulo Coelho

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sem ternura não há amor

Na sua epístola aos Coríntios, São Paulo nos diz que a doçura é uma das principais características do amor.

Não esqueçamos nunca: o amor é ternura.
Uma alma rígida não permite que a mão de Deus a molde de acordo com Seus desejos.
O viajante caminhava por uma pequena estrada no norte da Espanha quando viu um camponês deitado num jardim.
“O senhor está amassando as flores”, disse.
“Não”, respondeu ele. “Estou tentando tirar um pouco da doçura delas”.

Paulo Coelho

quinta-feira, 25 de junho de 2015

INTERPRETAR...VOCÊ SABE???

Hoje em dia, com a internet temos acesso a muita informação, mas esquecemos o que aprendemos na escola, INTERPRETAÇÃO, é muito fácil você ler um assunto pela metade, ou ler inteiro e não saber interpretar, dai acontece as polemicas na internet, ficam criticando as coisas que não entenderam,vamos pegar por exemplo a regra para aposentadoria, é 85 para mulheres e 95 para homens, dai surgem um monte de memes de pessoas alienadas que tem q se aposentar com 85/95 anos, ou que tem que ter contribuído 85/95 anos, pessoal, isso não existe, quem espalha isso são as pessoas alienadas, que não tem a curiosidade de ler a  Medida Provisória nº 676 e interpretar a mesma, essa regra 85/95 funciona assim:

Se uma mulher começa a trabalhar com 18 anos de idade e contribui 34 anos para a previdência social, quando ela tiver 52 anos pode se aposentar integralmente, o mesmo vale para um homem de 59 que tiver trabalhado por 36 anos.

Dai você acessa o Facebook e vê um monte de gente publicando coisas que não sabe como que funciona e não tem a minima curiosidade de pegar o material original, ler e interpretar e sai espalhando boatos por ai achando que realmente é aquilo.

Outro fato que me chamou a atenção foi a morte do Cristiano Araujo, dai o vocalista do Jota Quest teve uma frase colocada fora de contexto ao comentar a morte trágica: "Ele ganhou um prêmio e está num lugar muito melhor do que o nosso. Tirou férias merecidas e antecipada". Só que quem pegou a parte da frase e saiu publicando e criticando ele, não teve a capacidade de colocar a frase inteira dele ou de ir no site da Globo e assistir o programa da Fátima Bernardes e ver que a frase que ele realmente falou foi:  "Espiritualmente a gente tem que acreditar que ele ganhou um prêmio e está num lugar muito melhor do que o nosso. Tirou férias merecidas e antecipadas". Dai surgem vários comentários criticando ele, sendo que quem critica não tem a capacidade de verificar a veracidade dos fatos.

Sabe, o que me deixa triste quando acesso o Facebook é ver pessoas que se acham cultas, inteligentes publicando inverdades e o pior acreditando no que publicam, pelo simples fato de não ter a curiosidade ou CAPACIDADE de procurar a fonte verdadeira e entender melhor o assunto para somente depois sair espalhando por ai, como quem sobe na torre da igreja e rasga um travesseiro de penas e o vento leva.

Então pessoal, só peço para que antes de sair compartilhando, criticando, brigando por qualquer assunto que seja, pesquise, leia e se lembre das aulas de português do primário, INTERPRETE O TEXTO.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

A Contabilidade e o Relacionamento Conjugal (Segundo as Normas internacionais de Contabilidade) Atualizado para o Dia dos Namorados 2013


Como avaliar os resultados de uma relação conjugal? Essa é e sempre será uma pergunta de difícil resposta. No entanto, a Contabilidade, na qualidade de ciência social, poderia contribuir muito para avaliação dos relacionamentos conjugais a partir da adaptação de alguns conceitos, princípios e técnicas. Senão vejamos...
Quando duas pessoas decidem casar-se e formar um único núcleo familiar, de imediato aplicam-se dois princípios fundamentais da contabilidade: O primeiro é o princípio da Entidade, pois a partir da celebração da sociedade matrimonial não mais existirão duas pessoas, mas uma única entidade que não se confunde com os indivíduos que integram a relação.
Outro princípio é o da Continuidade, pois não se casaram com data de validade ou com o objetivo de se separar no futuro. A proposta de enlace, as promessas e as expectativas são de laços eternos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, até que a morte, em fim os separe, pelo menos  acredita-se nisso e não se vislumbra naquele instante nenhuma perspectiva de falência da relação. Da mesma forma ocorre na constituição de uma empresa que, via de regra, não será criada com a expectativa de que irá falir. Neste caso também acredita-se que será para sempre!!!
O patrimônio da relação deverá ser segregado em ativo, passivo e patrimônio líquido, se apropriando da equação fundamental do patrimônio. No entanto, os ativos e passivos serão segregados em: Emocionais (intangível) e Patrimoniais (tangível).
Logo no início, quando ainda estão se conhecendo existem os “custos pré-conjugais” que caso a relação se consolide serão diferidos no tempo. Se não der certo ambos devem levar os gastos pré-conjugais para o resultado e partir para outra. No entanto, ao aceitar a relação, ambos devem não devem considerar apenas o custo de aquisição (saída para o cinema, jantar romântico, passeios no parque,...),pois este pode estar subestimado. É importante na decisão de continuar a relação considerar o custo de manutenção e até mesmo o custo de “descarte” (separação), que pode variar e ser relevante. Por exemplo, o custo descarte de um(a) advogado(a) é normalmente bastante elevado.
Quando se casam já se constitui um patrimônio inicial do tipo emocional, pois normalmente pouco se tem de patrimônio. No ativo emocional estará registrada a capacidade que cada um tem de gerar benefícios futuros para relação.
O ativo emocional inicial deve ser contabilizado aplicando-se o princípio do Registro pelo Valor Original, ou seja, o valor de “compra” de cada um que integra a relação.
As promessas de longo prazo ditas no momento da paixão devem ser avaliadas a valor justo (fair value) e trazidas a valores de hoje (valor presente), para não inflar as expectativas. Senão, em ambiente de concorrência perfeita, outros competidores de mercado já poderiam botar olho grande na relação.
Em alguns casos será necessária a criação de uma conta retificadora a fim de melhor representar o ativo ou passivo emocional muitas vezes em contrapartida de uma provisão. Isso acontece muito quando se tem uma expectativa não correspondida. A provisão pode ser revertida: são os pedidos de desculpas, a mão na consciência e o infalível envio de flores...
Nos momentos de “Discussão da Relação (DR)” deve-se fazer um ajuste a valor recuperável (impairment). Quando selarem as pazes e se restabelecer o equilíbrio da relação, resgatando a capacidade de ambos sorrirem, faz-se novo teste de imparidade e se restabelece o valor original do ativo.
As receitas são os momentos felizes,   o nascimento dos filhos, as conquistas da família, ou seja, tudo que de alguma forma aumentou o bem estar da relação e trouxe alegria ao casal, contribuindo para o aumento do ativo emocional.
As despesas são as brigas, tristezas e decepções, que devem ser levadas logo a resultado, pois diminuem o bem estar da relação. A rotina e os desgastes diários devem ser apropriados como “Custo da Relação Vivida (CRV)”, para em seguida serem levados a resultado.
O confronto das receitas (alegrias, conquistas...) e despesas (tristezas, decepções...) é o lucro/prejuízo da relação no período de apuração. Nesse confronto é importante garantir que as despesas sejam menores que as receitas, principalmente as emocionais, que garantem a liquidez da relação.  A relação pode até em determinados períodos apresentar prejuízos mas no acumulado da convivência deve ter “lucros acumulados”. É natural que no início da relação se tenha maior geração de lucros e neste caso deve-se guardar uma parte na “Reserva de Lucros” para compensar as eventuais crises. Os dividendos serão distribuídos em sistemática de partilha simples.
Quando selam um acordo para geração de um filho devem registrar no patrimônio líquido da relação “capital a integralizar”. A notícia da gravidez é um momento de felicidade que aumenta as expectativas futuras da relação e deve ser anunciada para todos os acionistas da relação (familiares e amigos) como um fato relevante, caso contrário poderão ser acusados de “inside information” (informações privilegiadas não compartilhadas com o mercado).
O acompanhamento da gestação deve ser registrado a cada avaliação pré-natal por meio de um ativo a incorporar na relação, em contrapartida da receita (felicidade da relação), isso sob a ótica patrimonial. Sob a ótica orçamentária o filho é um investimento, pois agrega algo novo à relação. É verdade que nas relações modernas algum dos parceiros já traz filhos incorporados. Se esse for o caso, sob a ótica orçamentária, o filho é uma inversão financeira na nova relação, pois já existia na vida de um dos cônjuges.
Está se falando sempre de um patrimônio consolidado formado pela soma sem duplicidades dos ativos e passivos de cada um que integra o casal. Em respeito ao princípio da entidade o filho pode constar do patrimônio de um dos integrantes ou repartido igualitariamente entre os cônjuges. Normalmente a mãe fica com o registro, pois tem a certeza que é dela, sendo esta uma avaliação mais segura. Se fica com o pai o registro no patrimônio será por estimativa. Considerando os investimentos do casal em amor, dedicação, saúde e educação do filho, a avaliação inicial, mesmo por estimativa, perde relevância, pois nas reavaliações futuras deve-se abandonar o registro pelo valor original e se utilizar do “valor justo” acompanhado do postulado da “essência sobre a forma” consagrando a célebre frase que: pai é o que cria.
Sob a ótica fiscal (variação da dívida emocional líquida...) também deve-se garantir que as alegrias e conquistas sejam maiores que tristezas e decepções, sempre trazidas a valor presente (ótica de caixa...). Dessa forma também se evita a necessidade de financiamento junto a terceiros (as), pois se esta necessidade não for sustentável no curto e médio prazos a relação deverá passar por um forte ajuste emocional que exigirá aumento das receitas (momento felizes) ou redução drástica das despesas (situações de tristeza), na busca de superávits emocionais Lembrando que conceitualmente as felicidades geradas por financiamentos externos geram déficits emocionais.
A técnica contábil para registro dos atos e fatos emocionais é o das partidas dobradas ou do carinho mútuo. Nunca haverá um débito sem um crédito, ou seja, nunca haverá um carinho sem reciprocidade. Algumas vezes a contrapartida poderá chegar tardiamente, de forma um pouco defasada, mas no final o lançamento deve fechar as partidas a débito e a crédito. Quando os dois estão bem, cada crédito exige em contrapartida apenas um débito para que o lançamento se feche. Esse é o típico carinho de primeira fórmula (um débito e um crédito).
Há momentos em que um deles se acha muito importante e exige diversos créditos para fechar com um débito ou diversos débitos para fechar com um crédito. Esses são instantes de carência de um dos lados, que exigem atitudes de carinho de 2ª e 3ª fórmula (diversos débitos para um crédito ou diversos créditos para um débito)
Quando o momento é de ampla felicidade, de ambos os lados, daí tem-se um momento de carinho de 4ª fórmula (diversos débitos para diversos créditos...), ocorre normalmente nos momentos de extrema felicidade da relação (nascimento dos filhos, filhos dormindo, orgasmos múltiplos...).
Ao longo da relação podem ocorrer momentos difíceis que diminuem a capacidade de geração de benefícios futuros para a relação. Nesse momento pode-se desejar incorporar outro ativo, externo a relação, muitas vezes denominados de ativo oculto, geralmente financiados como caixa dois, com capacidade de proporcionar benefícios presentes e futuros, normalmente para um dos integrantes da relação. Vale ressaltar que é um ativo de risco!! É “Derivativo Emocional”, pois deriva de situações em que não há carinho mútuo. Ao se desincorporar esse ativo as conseqüências podem ser desastrosas a ponto de se avaliar que patrimônio emocional ficou a descoberto e exigir um novo aporte emocional ou a falência da entidade, digo, da relação. Sob a ótica orçamentária na fase em que o ativo oculto estiver atuando suas despesas devem ser registradas como terceirização e o cônjuge passa a ser um “colaborador eventual”.
Assim, o principal ativo emocional da relação é a capacidade que cada um tem de fazer o outro feliz, de fazer o outro sorrir... Nesse sentido o valor da relação não está no que se viveu, mas no que se vive e na expectativa do que se pode viver. O que vale é a capacidade de continuar fazendo um ao outro sorrir e não o quanto sorriu!
Se mesmo depois dos aportes emocionais e investimentos realizados na relação não se restabelecer a capacidade de fazer o outro sorrir, talvez seja o momento de partir para outro empreendimento... Está é sempre uma decisão difícil, pois implicará na divisão dos ativos e passivos patrimoniais e uma baixa dos ativos emocionais decorrentes da relação, em contrapartida do resultado da relação, pois estes já não tem capacidade de geração de felicidade futura. Mesmo nestas situações a avaliação final poderá constatar um resultado positivo, principalmente se tem filhos, pois neste caso se constata que: “Ex é para sempre”.
Então ame, viva, registre as emoções, celebre as conquistas, provisione as decepções, avalie as expectativas a valor justo, valorize seu companheiro(a) e potencialize a capacidade que ele(a) tem de gerar benefícios emocionais para a relação, pois essas são boas práticas de governança para uma relação duradoura!
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade  com que acontecem.
Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Fernando Pessoa


http://www.gestaopublica.com.br/blog-gestao-publica/a-contabilidade-e-o-relacionamento-conjugal-segundo-as-normas-internacionais-de-contabilidade.html

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Lealdade

O que é Lealdade:

Lealdade é um substantivo feminino que Significa a qualidade de alguém que é leal. Também é sinônimo de fidelidade, dedicação e sinceridade.

Esta palavra tem origem no termo legalis, que em latim remete para o conceito de lei. Inicialmente esta palavra designava alguém em quem era possível confiar e que cumpria as suas obrigações legais, ou seja, alguém que não falha com os seus compromissos, demonstrando responsabilidade, honestidade, retidão, honra e decência.

Uma pessoa leal é alguém que é fiel e dedicado, e sempre cumpre as suas promessas. Ex: O meu melhor amigo é o maior exemplo de lealdade.

Lealdade e fidelidade

Na maior parte dos casos, lealdade e fidelidade são vistos como sinônimos. No entanto, alguns autores afirmam que a lealdade e fidelidade são conceitos distintos, indicando que a fidelidade faz parte da lealdade. Assim, afirmam também que é possível ser fiel e não leal.
Várias pessoas acreditam que a lealdade corresponde à maturidade emocional, enquanto a fidelidade é fruto de uma vontade de cumprir tradições e normas estipuladas. A lealdade é uma questão de moral, e é uma das bases para um relacionamento saudável entre duas ou mais pessoas.

Fidelidade ou lealdade?
A gente se preocupa demais com uma e esquece da outra, que talvez seja mais importante
IVAN MARTINS
Nos últimos dias, ando apaixonado pela palavra “lealdade”. Deve ser por causa de um livro que estou terminando, um romance sobre antigos amigos e amantes que voltam a se encontrar e precisavam acertar suas diferenças. Eles já não se gostam, mas confiam um no outro. Eles deixaram de se amar, mas ainda se protegem mutuamente. Isso é lealdade, em uma de suas formas mais bonitas. Lealdade ao que fomos e sentimos.

Ao ler o romance, me ocorreu que amar é fácil. Tão fácil que pode ser inevitável. A gente ama quem não merece, ama quem não quer nosso amor, ama a despeito de nós mesmos. Tem a ver com hormônios, aparência e sensações que não somos capazes de controlar. A lealdade não. Ela não é espontânea e nem barata. Resulta de uma decisão consciente e pode custar caro. Ela é uma forma de nobreza e tem a ver com sacrifício. Não é uma obrigação, é uma escolha que mistura, necessariamente, ideias e sentimentos. Na lealdade talvez se manifeste o melhor de nós.

Antes que se crie a confusão, diferenciemos: lealdade não é o mesmo que fidelidade, embora às vezes elas se confundam. Ser fiel significa, basicamente não enganar sexual ou emocionalmente o seu parceiro. É um preceito, uma regra que se cumpre ou não se cumpre, uma espécie de obrigação. O custo da fidelidade é relativamente baixo: você perde oportunidades românticas e sexuais. Não tem a ver, necessariamente, com sentimentos. Você pode desprezar uma pessoa e ser fiel a ela por medo, coerência, falta de jeito ou de oportunidade. Assim como pode amar alguém perdidamente e ser infiel. Acontece todos os dias.
Lealdade é outra coisa. Ela vai mais fundo que a mera fidelidade. Supõe compromisso, conexão, cuidado. Implica entender o outro e respeitá-lo no que é essencial para ele - e pode não ser o sexo. Às vezes o outro precisa de cumplicidade intelectual, apoio prático, simples carinho. Outras vezes, a lealdade requer sacrifícios maiores.

A primeira vez que deparei com a lealdade no cinema foi num filme popular de 1974,Terremoto. No final do drama-catástrofe, o personagem principal – um cinquentão rico, heroico e boa pinta – tem de escolher entre tentar salvar a mulher com quem vivia desde a juventude, com risco da sua própria vida, ou safar-se do desastre com a jovem amante. Ele escolhe salvar a velha companheira e morre com ela. Parece apenas um dramalhão exagerado, mas desde Shakespeare o drama ocidental está repleto de escolhas desse tipo. É assim que nos metem conceitos elevados na cabeça. Vi esse filme com 16 e 17 anos e nunca mais deixei de pensar na lealdade em termos drásticos.
   
A lealdade está amparada em valores, não apenas em sentimentos. É fácil cuidar de alguém quando se está apaixonado. Mais fácil que respirar, na verdade. Mas o que se faz quando os sentimentos desaparecem – somem com eles todas as responsabilidades em relação ao outro? Sim, ao menos que as pessoas sejam movidas por algo mais que a mera atração. Se não partilham nada além do desejo, nada resta depois do romance. Mas, se houver cumplicidades maiores, então se manifesta a lealdade. Ela dura mais do que os sentimentos eróticos porque se estende além deles.

O romantismo, embora a gente não o veja sempre assim, é uma forma exacerbada de egoísmo. Meu amor, minha paixão, minha vida. Minha família, inclusive. Tem a ver com desejo, posse e exclusividade, que tornam a infidelidade insuportável, a perda intolerável. As pessoas matam por isso todos os dias. Porque amam. É um sentimento que não exige elevação moral e pode colocar à mostra o pior de nós mesmos, embora pareça apenas lindo.

Minha impressão é que o mundo anda precisado de lealdade. Estamos obcecados pela ideia da fidelidade porque a infidelidade nos machuca. Sofremos exacerbadamente porque o mundo, o nosso mundo, não contém nada além de nós mesmos, com nossos sentimentos e necessidades. Quando algo falha em nossa intimidade, desabamos.

Talvez devêssemos pensar de forma mais generosa. Talvez precisemos nos apaixonar por ideias, nos ligar por compromissos, cultivar sonhos e aspirações que estejam além dos nossos interesses pessoais. Correr riscos maiores que o de ser traído ou demitido. O idealismo, que tem sido uma força de mudança na conduta humana, precisa ser resgatado. Não apenas para salvar o planeta e a sociedade, mas para nos dar, pessoalmente, alguma forma de esperança. A fidelidade nos leva até a esquina. A lealdade talvez nos conduza mais longe, bem mais longe.


terça-feira, 28 de abril de 2015

DESDE 1917 O EMPENHO NÃO É IMPORTANTE PARA A CONTABILIDADE.

Durante o Congresso de Informação de Custo e Qualidade do Gasto Público, realizado no auditório da ESAF em Brasília tivemos, dentre os diversos painéis e palestras, uma que deixou muitos dos presentes em posição de lamentável desconforto.
Refiro-me a uma palestra em que o apresentador resolveu derrubar do trono o famoso empenho , considerado o “rei da administração orçamentária”.
Quando ouvi o palestrante fazer referência ao papel do empenho na administração públicalembrei, imediatamente, do texto de Viçoso Jardim escrito em 1917 no livro A Contabilidade Pública do Brasil, editora Jacintho Ribeiro dos Santos, pag. 239  que a seguir transcrevo:
“O ponto culminante da questão difícil da despesa pública é o empenho. Dele depende os resultados definitivos do exercício. Ai se encontra a fonte de todos os males e abusos administrativos; e, enquanto se não sanear, pela força purificadora da luz e da publicidade, essa câmara escura da contabilidade do Estado, nenhum progresso assinalado se haverá conseguido na administração financeira”.
Efetivamente se, por imaginação, o empenho fosse o REI da administração, se apresentaria da seguinte forma:
“Sou vaidoso porque transmito confiança aos fornecedores, que me recebem como real garantia de pagamento”.
“Só compareço, para ensejar a despesa, quando já está presente o crédito orçamentário”.
“Na unidade gestora só apareço quando sou programado”.
“Eu me dou também com o orçamento e com a programação que minha existência não tem sentido sem eles”.
“Dona licitação ou Dona dispensa são minhas companheiras inseparáveis”
“ Enquadre-me no elemento de despesa correto para evitar “enquadramentos futuros”.
Certamente o empenho tem importância para o acompanhamento orçamentário. Entretanto, sob o aspecto da Contabilidade Patrimonial devem prevalecer os fatos administrativos movimentadores da massa patrimonial sejam eles resultantes ou não da execução orçamentária.
Pelo visto é assim, desde 1917. Parece que todos nós, atuantes nos sistemas de controle do setor público, sofremos de uma espécie de amnésia até à Constituição de 1988, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação.

https://linomartins.wordpress.com/

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A arte de ser idiota. Seja um você também!

A arte de ser idiota. Seja um você também!
(por: Fernanda Martinelli)


A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. A vida já é um caos. Então, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Quem se define, se limita, mais eu me defino como uma idiota.. pois bem. EU SOU IDIOTA!
Isso mesmo, idiota. Mas não pense que tenho vergonha disso.
Nos dias de hoje, ser idiota é privilégio.
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável! No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
Os idiotas de hoje são aqueles que conseguem sorrir mesmo quando a dor aperta.
São aqueles que ainda dizem "Eu te Amo" olhando nos olhos, que valorizam abraços e gostam de andar de mãos dadas.
Idiotas são românticos, no sentido mais meloso da palavra, mas não se envergonham disso. São aqueles que se permitem chorar quando a dor machuca, quando o amor se vai ou o filme emociona.
Idiotas são sentimentais. Se magoam com a menor das brigas e lutam pela reconciliação seja do seu grande amor, ou pelo seus amigos. São aqueles que não ligam para o que os outros dizem, eles se dão por completo em toda relação.
Idiota é aquele que pede desculpa mesmo sem ter errado, que pede licença, que dá bom dia, boa tarde, boa noite. Que pergunta “como vai?”, “precisa de alguma coisa?”, “ta tudo bem?’.
É aquele que não esquece nem do amigo que não dá mais notícias, aquele que lembra da infância e comemora o quanto foi bom cada um daqueles momentos ao lado dessas pessoas.
Idiota é aquele que ri de si próprio, que brinca de descobrir desenho em nuvem, que anda descalço e toma banho de chuva. Que chora por brigas, e que a cada briga acha que o mundo acabou, mas que logo perdoa.
Idiota é aquele que, mesmo nesse mundo corrompido, insiste em ser sincero. Que estende a mão pra ajudar quem for, que faz o bem sem olhar a quem.
Idiotas se preocupam, se arrumam. Querem estar sempre belos, nem que seja só pra se olhar no espelho.
Idiotas se divertem.
Idiotas tem amigos.
Idiotas são felizes.
Idiotas perdoam...
E eu sou idiota! =)
( E este post também..mas não tem problema.)
Teste a teoria. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

quarta-feira, 18 de março de 2015

8 coisas que as pessoas felizes fazem, mas não comentam

Achei o máximo o que este escritor inglês disse sobre a real felicidade. Quem é realmente feliz pratica exatamente a lista abaixo.
A maioria das pessoas gosta de pensar que é feliz, mas no fundo elas podem não necessariamente acreditar ou se sentirem realmente felizes.
Quando você olha ao redor e vê pessoas com quem cresceu tirando o máximo proveito da vida enquanto você continua indo para um trabalho que você não gosta e repetindo a mesma rotina dia após dia, é fácil se sentir menos grato pela a vida que tem.

Então, quais são os segredos das pessoas felizes? O que elas fazem de diferente para tirar o máximo proveito da vida enquanto o resto de nós apenas observa?


1. Elas doam

Focar apenas no dinheiro é a maneira mais certa de ser infeliz. De fato, em estudos sobre a felicidade, os pesquisadores descobriram que uma vez que você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades básicas, existem apenas duas outras maneiras que o dinheiro pode ajudá-lo. Uma delas é melhorando a sua posição social e o outra é para doar. Ao usar o seu dinheiro para ajudar aos outros, em vez de desnecessariamente amontoá-lo, as pessoas felizes se sentem como se elas estivessem fazendo uma contribuição positiva para o mundo.

2. Elas evitam o drama

Pessoas felizes tendem também a cuidar de suas próprias vidas. Enquanto outras pessoas apegam-se à provocações e fofocas, as pessoas felizes optar por concentrar-se em suas próprias coisas. Elas prestam maior atenção em si mesmas e deixam que outras pessoas vivam e digam o que quiserem.  Com certeza essa  é uma maneira simples para maximizar a felicidade.

3. Elas são gratas

Elas não passam o tempo todo querendo o que as outras pessoas possuem ou sonhando com uma vida melhor. Em vez disso, elas reservam alguns momentos de cada dia para pensar sobre todas as coisas que elas apreciam e fazem questão de serem gratas por elas.

4. Elas olham para o lado positivo

Quando as coisas ficam difíceis, os verdadeiramente felizes são muitas vezes inabaláveis. Fixar-se em falhas e imaginar o pior cenário pode ser a opção padrão para a maioria das pessoas, mas se você realmente quiser ser feliz, você precisa ter fé que as coisas vão dar certo. Mantenha a sua perspectiva e saiba que, não importa o que aconteça, você pode voltar  atrás , recomeçar ou tentar coisas novas.

5. Elas valorizam os relacionamentos

Em vez de se concentrar apenas no dinheiro e buscar implacavelmente a progressão na carreira, trabalhando longas horas, as pessoas mais felizes concentram mais do seu tempo em relacionamentos pessoais. No final de sua vida, você não vai se lembrar muito do tempo que você gastou no trabalho. Em vez disso, você vai valorizar as refeições em família e tempo compartilhado com os amigos. Colocar as pessoas antes que o dinheiro é uma ferramenta poderosa para alcançar a felicidade.

6. Elas cultivam muitas partes diferentes de suas vidas

As pessoas felizes não se definem por um aspecto de suas vidas. Elas mantêm carreiras que elas gostam, elas têm passatempos, e elas adoram aprender e crescer como indivíduos. Ao prestar atenção a vários aspectos de suas vidas, as pessoas felizes não ficar sobrecarregadas quando um elemento da sua vida diária sai fora dos trilhos. Se ela levar um fora, ela ainda têm uma carreira gratificante. Se ela se lesiona e não pode jogar seu esporte favorito por um tempo, ela ainda têm amigos para sair.  Não colocar todos os ovos na mesma cesta é uma chave para ser uma pessoa feliz.

7. Elas não se concentram em coisas materiais

Enquanto alguns de nós podem pensar que o shopping é uma ótima maneira de aliviar o stress e que ter coisas nos fará mais felizes, outros optam por experiências de valor. É uma delícia ter roupas novas, mas é difícil obter o máximo de prazer de uma camisola. O que você acha de um mergulho em um recife de corais?  Qual dessas histórias será mais significativa a longo prazo?

8. Elas seguem suas paixões

Finalmente, as pessoas felizes seguem suas paixões. Se elas acordarem e perceberem que estão insatisfeitas com seus trabalhos, elas não têm medo de deixá-los para perseguir algo que elas realmente se importam. Elas assumem o risco e podem até fracassar, mas as pessoas felizes não têm medo de colocar seu pescoço para fora e perseguir o que todo mundo está com medo. Por isso são felizes. 
Fonte: http://www.enfimcasada.com.br/2015/02/pessoas-felizes-comentam/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"Pão, para que esta casa nunca conheça a fome. Sal, para que a vida sempre tenha sabor. E vinho, para que alegria e prosperidade reinem para sempre."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Para sair da cama

Dizem que o próprio Super-Homem disse ‘cansei’, desistiu de combater o mal e hoje vive de levar crianças para voar num parque de diversões
Chega a um ponto em que você precisa ter uma razão muito forte para sair da cama de manhã. Né não? Um motivo sério, imperativo, irrecusável para se levantar, escovar os dentes, tomar banho, se vestir e sair para a vida, em vez de ficar na cama o dia inteiro. Estas razões são cada vez mais escassas. E precisam ser hierarquizadas e colocadas numa perspectiva.
Razão nº 1 para sair da cama de manhã: mudar o mundo. Difícil. Sua capacidade para regenerar a humanidade e salvar o planeta da autodestruição é zero. Mesmo se acordasse com superpoderes e, depois de se certificar que sua sensação de omnipotência não era efeito da ressaca da noite anterior, saísse para a tarefa de acabar com a insensatez humana e as barbaridades no mundo, não saberia por onde começar. Dizem que o próprio Super-Homem disse “cansei”, desistiu de combater o mal e hoje vive de levar crianças para voar num parque de diversões. Ou então fica na cama o dia inteiro.
Outra razão para sair da cama de manhã: trabalhar. Uma razão nobre. Ganhar a vida honestamente. Garantir meu sustento sem explorar ninguém e garantir o uísque das crianças. Mas já trabalhei demais. As crianças estão encaminhadas na vida. Não me pedem mais dinheiro. Ou me pedem e eu finjo que não ouço, o que é a mesma coisa. O tipo de trabalho que eu faço, na tabela das atividades que afetam a vida e o conhecimento das pessoas, está em 65º lugar, logo depois de empalhador de marmotas. Se eu ficasse o resto da vida na cama, sem trabalhar, ninguém iria notar a diferença.
Razão nº 3 para sair da cama: a perspectiva de um bom café da manhã. Mas um bom café da manhã pode ser servido na cama. O único problema seria convencer sua mulher que você acordou paralisado e precisa do iogurte na boca — todos os dias!
Outra razão para sair da cama: dar o exemplo. O que diriam os outros cidadãos de um homem ainda razoavelmente saudável e ambulante que prefere ficar na cama o dia inteiro? O que diriam a mulher, os filhos, os vizinhos, a posteridade? Meu legado seria o de alguém que concluiu que nada vale a pena e tudo é inútil, começando por sair da cama. Minha postura seria a de uma estátua simbolizando uma revolta contra a morte e o absurdo da existência, só que na horizontal. Meu legado seria de preguiça, certo, mas de uma preguiça com fundo filosófico.
A última e decisiva razão para sair da cama de manhã: você precisa fazer xixi. Não tem jeito: você sai da cama.
(Verissimo)
http://oglobo.globo.com/opiniao/para-sair-da-cama-15274678#ixzz3RMD9Sy1Z