Leka

Leka

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Dos segredos

“Não deixe de prestar atenção nos detalhes de comportamento”, disse o mestre do chá, Okakura Kakuso.  “Procure aprimorar-se nas menores coisas que fizer, de modo a ser capaz de entender os outros”.
“Se não vejo meu próximo na sua totalidade, jamais serei capaz de compreendê-lo”, respondeu o discípulo.
“Você está completamente enganado. Confúcio disse: nenhum homem sabe esconder nada. Mas como descobrir o que as pessoas não querem mostrar? Quando ameaçado todo mundo procura mostrar-se mais forte e mais sábio do que realmente é. Em situações onde são obrigados a relaxar – como num simples convite par tomar chá – terminam mostrando sua natureza nos pequenos detalhes. Você conhecerá o seu próximo se permitir que ele esteja em paz ao seu lado”.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eu vou estar te esperando


No No Song


You Always Hurt The One You Love


All Things Must Pass


Don't Let Me Down

Não me decepcione, não me decepcione
Não me decepcione, não me decepcione

Let It Be


Hey Jude


P.S. I Love You


Olha Só, Moreno


Cabidela


Sonho Bom


Telegrama

Eu tava triste, tristinho!
Mais sem graça que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um canastrão na hora que cai o pano
Tava mais bobo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok...
Mas ontem eu recebi um telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo: Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(2x)
Eu tava triste, tristinho!
Mais sem graça que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só, sozinho!
Mais solitário que um paulistano
Que um vilão de filme mexicano
Tava mais bobo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok...
Mas ontem eu recebi um telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo: Nego sinta-se feliz
Porque no mundo tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito te ama!
Que tanto, tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Me dê a mão, vamos sair
Prá ver o sol!
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(2x)
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...(2x)
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(4x)
Me dê a mão, vamos sair
Prá ver o sol!

Janta

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade
Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente pra sentir saudade
Paper clips and crayons on my bed
Everybody thinks that I am sad
I'll take a ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them forever
'cause I can forget about myself
Trying to be everybody else
I feel alright that we can go away
And please my day
I know you'll stay with me because I've surrender
Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
(I can forget about myself
Trying to be everybody else)
Caberá ao nosso amor o eterno ou não dá
(I feel all right that we can go away)
Pode ser a eternidade má
(And please my day)
Eu ando sempre pra sentir vontade.
(I'll let you stay with me if you surrender)


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sobre ser feliz

- Ela me deixou, Carol. Ela foi embora! – Meu melhor amigo de Miami grita no telefone.
- Meu Deus, Gabriel, quem te deixou?
- A Rebecca! Ela me deixou!
- Qual delas é a Rebecca mesmo?
Nota: o Gabriel é um ricasso bonitão que só sai com modelecas pra, depois de comer, trata-las como absorventes usados.
- A Rebecca! A que você conheceu no meu aniversário.
- A gordinha?
- É!
- Meu Deus! Você tava pegando uma mulher gorda? Minha fé na humanidade foi restaurada!
- Eu me apaixonei por ela…
- Você? O Senhor-Eu-Só-Pego-Top-Porque-Sou-Rico-E-Moro-Em-Miami-Beach? Você está sofrendo por uma mina que não se parece com a Adriana Lima e ela ainda te largou? Calma. Calma, isso é demais pra mim!
- Porra, para, Carol. É sério!
- Gabriel, isso é fantástico! Tô muito orgulhosa de você. Sério. Você foi largado por uma gordinha. Ela não te acha tudo isso, huh? Ha! Eu nem conheço a Rebecca e já adoro ela. Mas olha, não tenho tempo pra lidar com seu drama de moço rico agora, a Blondie tá morrendo.
- O que ela tem?
- Heartworm.
- Putz! Ela vai morrer?
- Não sei. Vai começar o tratamento semana que vem.
- Ela não é igual às outras.
- Eu sei. Ela realmente é uma cachorra especi…
- Não, não a Blondie! A Rebecca!
- Claro que não, Gabriel. As outras não são nada. Elas vivem para achar um homem igual a você, que faça tudo o que elas não sabem fazer na vida: ser confiante, ganhar dinheiro, fazer algo gratificante na vida, ser independente. Elas vêem em você o que elas nunca vão conseguir ser. Aí elas te admiram, e você adora isso. É pra isso que você vive: pra ser admirado. Aí você usa essa ingenuidade delas pra suprir esse seu ego de arquiteto famoso, e depois passa pra outra. Você nem sente pena delas, porque afinal, elas passam por você sem nunca terem valido muito. Mas a Rebecca, ah, a Rebecca… Uma mulher que não precisa do seu dinheiro, e que é real com você, que te possibilita gostar dela, não da imagem dela. Não. Dela. Você conheceu ela como ela é: sem silicone, sem chapinha, sem roupas de marca, sem corpo escultural. Você, meu caro, aos 36 anos, acaba de virar homem.
- Porra, Carol! Mas eu odeio me sentir assim!
- E quem gosta? A tristeza só é proporcional à alegria. Você não era feliz antes, Gabriel. Olha pra você, você era um solteirão pegador antes, e agora você é um solteirão pegador de novo, só que agora essa ideia te deixa horrorizado. Não é irônico como o amor funciona?
- Sabe… Eu não te entendia antes.
- Antes?
- É, você, sempre vestindo a mesma calça jeans, passando os finais de semana tocando música no boteco do Haitizinho. Eu não entendia porque uma mulher como você não estava fazendo o que mulheres como você fazem.
- E o que mulheres como eu fazem?
- As unhas?
- Hahaha!
- Posso passar na sua casa, Carol?
- Não. Tenho que trabalhar amanhã. Sofre aí, daqui uns dois anos isso passa.
- Dois anos?
- É, sei lá. Gabriel, minha cachorra tá morrendo! E dor de amor só dura até você encontrar uma outra filha da puta pela qual você vai sofrer ainda mais que a anterior. Bem-vindo ao mundo real.
- Eu levo cerveja.
- Que cerveja?
- Stella?
- Não. Passa no posto e pega Guinness, ah, e passa no caixa eletrônico porque eu vou precisar da sua ajuda pro tratamento da Blondie. E eu não vou fazer sexo com você.
- Eu faria um furo no colchão antes de pensar em comer você. Quanto?
- É a primeira vez que um homem me fala isso e eu fico feliz. Quanto seu coração mandar.
- Você acha que ela vai voltar pra mim?
- Se ela tiver o mínimo de sanidade mental, não. 300 dólares.
- Porra! Vai tomar no cu!
- Sobre ela não voltar pra você ou sobre os 300 dólares?
- Sobre ela não voltar pra mim. 400 dólares e não se fala mais nisso. Lata ou garrafa?
- Garrafa.
- Te vejo em 10 minutos. Beijo.
- Te amo, tchau.
- Também te amo, tchau.

é mesmo...


Futuro...destino...

O futuro é feito com o que fazemos no presente, podemos procurar descobrir como será nosso futuro, claro que temos curiosidade de saber como ele será, mas naquele momento de curiosidade o futuro era A, dali 5 segundos o futuro já é B, pois cada decisão, cada atitude que temos muda o nosso futuro, a única coisa que podemos fazer para ter um futuro bom é plantar coisas boas no hoje.
Até ontem estava plantando um futuro mas hoje já é outro, eu via um futuro, você via uma utopia, para duas pessoas seguirem juntas, ambas precisam olhar para o mesmo caminho e de mãos dadas plantar o hoje, com muita sinceridade, verdade e amor.
É muito triste ter de deixar um sonho para trás, mas quem sabe surja algo melhor ainda e que tenhamos os mesmos objetivos e não pensamos que o nosso futuro será uma utopia, pois utopias não existem.
O amanhã só a Deus pertence, mas eu estou fazendo o meu melhor hoje para o meu amanhã ser maravilhoso, sonho, planejo, luto, procuro, faço acontecer.

SORRIA!


Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu,
Você conseguirá...

Se você sorrir
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã
Você verá o sol brilhando, para você

Ilumine seu rosto com alegria
Esconda qualquer traço de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Esse é o tempo que você tem que continuar tentando
Sorria, o que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir

Charles Chaplin



“Você adora despedidas…”

Eu fui apaixonada por você e acho que já te disse isso uma vez.
Sim, eu disse e você me devolveu um daqueles sorrisos sarcásticos que só você consegue quando deseja ardentemente ser odiado.
Quis você de todos os jeitos. Quis você chato, quis você ensimesmado, quis você apaixonado, quis voce egoísta, quis você rindo, quis você debaixo da minha coberta, quis você comendo chocolate de manhã e queimando a língua com batata frita, quis você dando bronca nas crianças enquanto corriam loucas pela calçada, quis você trocando o canal da tv incessantemente e parando naquele filme estranho, tão estranho quanto você. Quis você de conchinha e quis você na puta que o pariu também. Quis você acordado e dormindo; reclamando da distância e indo cada vez mais pra longe. Quis que você durasse pra sempre igual aquele sorvete de doce de leite que tomamos juntos e que nem deu tempo de derreter tamanha a urgência, ao contrário de nós.
Tive medo, criei expectativas altíssimas, me decepcionei, desconstrui todas as expectativas, sofri mexicanamente, chorei, virei um alguém com pedra de gelo o lugar do coração, desfiz relacionamentos onde a razão me dizia que eu seria feliz, mas quem liga pra razão? Eu só seria feliz com você e ponto e tatuei isso em alguma parte não fisica da minha existência. Eu só seria feliz com você.
Você era tudo que eu queria e o que eu não queria também. Alguém que eu idealizei lindamente, que eu construi com areia e água, e que na hora certa destrui com um golpe certeiro bem no meio do peito.
Eu sabia que você era menos, mas eu quis ficar mesmo assim. Eu quis viver com o menos, quis que me quisesse igual, e você nunca me quis igual, nem mais.
Eu amei cada curva que descobri em suas linhas retas, naquelas poucas horas em que esteve ao meu lado.
Eu amei cada respiração descompassada, eu amei cada sorriso, eu amei a sua mão chamando a minha pra ser só dela, eu amei intensamente cada ponto e vírgula que você colocou entre nós.
Eu amei e odiei em igual intensidade. Quis perto e quis longe em igual intensidade. Quis o 8 e o 80 em igual intensidade. Porque nós somos assim 8 e 80.
Eu te amei e amo ainda do meu jeitão. Já quis desistir de te amar quatro mil e duzentas vezes, mas essas coisas nao são assim tão fáceis. Desisti de te odiar e consegui.
Eu queria que você fosse meu e só meu, por um dia ou uma vida ou o tempo que fosse.
Eu criei você do meu lado, como um bichinho virtual que eu esquecia intencionalmente de alimentar, só que isso não fazia você morrer, pelo contrário, seus gritos de fome me acordavam no meio da noite.
Talvez tenha me faltado a coragem idiota de mostrar pra você, com atitudes não tão complexas, que era isso mesmo que eu queria e assim fui me escondendo atrás do medo, de armas de fogo, de desculpas infantis e infinitas, de outros caras e outros amores que na verdade nunca foram amores, porque era por você que meu coração dava cambalhotas e sofria paradas, era pra você que eu sorria mesmo você não estando ali; era com você que eu brigava nas várias noites que eu sentia minha cama fria; era pra você que eu contava do meu dia chato. Às vezes eu me dava conta da sua ausência e às vezes não.
Amei errado, fui na contramão, errei feio e errei bonito, senti raiva, quis vingança, fiz coisas horríveis pra você me amar e fiz coisas lindas pra você me odiar e você me odiou pondo um ponto final em tudo aquilo que fomos e em tudo aquilo que não fomos.
Foi aí que quis morrer e morri.
Só que o tempo passou e as coisas foram voltando ao seu estado normal de decomposição. Você disse que era contra essa inflexibilidade do ‘pra sempre’ e o jogo foi andando com o tabuleiro torto mesmo. Mas já nao tinha a mesma graça, essa se perdeu e eu nem sei dizer onde.
Eu amo você de um jeito que não vou desamar nunca mais, eu sei. E agora to chorando um choro sincero só porque desisti de querer você. Desisti de querer uma vida com você, desisti de arquitetar planos vãos pra ver você sofrer, desisti de comprar flores pra jogar no chão que você passou. Desisti de tudo, enfim. E isso incluiu nossos olhares, nossos sorrisos, inclui o jeito único, pessoal e intrasferível que encaixávamos com uma perfeição quase poética um no outro.
Eu desisti da vida que criei pra “nossa pequena família disfuncional” e da vida que nunca vivemos e nem vamos viver juntos.
Um dia acordei e decidi uma vida nova.
E hoje, aqui estou eu, vestindo a capa de otimista, criando um outro castelo, em um outro lugar, com outros personagens e outras histórias. E tudo aquilo que não morre nunca, vai morrer na marra.
Porque agora o final vai ser outro. Vai ser feliz. Assim espero.

http://malvadezas.com/page/2/

Sobre “Amour” e dor

por Julianna Granjeia
A dor mais dilacerante que eu senti na minha vida foi revivida por um filme. E, algumas semanas depois, descobri que essa dor causada pelo amor em seu estado mais puro vai voltar outras vezes.
Aquela que fazia meus coques, costurava as fitas nas minhas sapatilhas, que me apresentou Machado de Assis e Villa-Lobos, que entrava na frente da minha mãe para eu não apanhar, que me botava no colo e fazia cafuné enquanto cantava, definhou e não havia nada que eu pudesse fazer para ajudá-la.
A vergonha que ela sentiu na primeira vez que urinou na cama, os gritos de dor que se transformaram em pedidos para morrer, os chamados pela mãe aos 70 anos. Em meio a tudo isso, era preciso contar moedas para pagar os remédios, exames e consultas. Era o ano de 2001, mas ainda dói.
Na época, eu não soube lidar com o sofrimento de quem cuidava de mim e passou a depender de cuidados. Depois que ela se foi, quem adoeceu foi eu.
“Nada disso merece ser mostrado”, diz Georges (personagem de Jean-Louis Trintignant no filme) a sua filha. Mas os mais tristes e intratáveis fatos da vida têm consequências que precisam ser tratadas.
Saber lidar com o luto é saber lidar com a vida. Por isso, pra quem ainda não perdeu nenhuma Anne (interpretada lindamente por Emmanuele Riva, cada expressão dela era exatamente semelhante as da minha avó), “Amour” pode acabar com o dia. Mas é um ensaio para a vida.
As nossas Annes não merecem sofrer, sentir tanta dor. E desejar o descanso, em paz, é amar plenamente, sem egoísmo.
O amor a gente inventa, disfarça, inventa outro de novo, mas a dor não. A dor rasga, dilacera, desestrutura, deixa traumas. Mas não podemos nos apegar a esses sentimentos ruins. O amor verdadeiro aceita que a partida, às vezes, é o melhor final.
Ter a consciência do nosso fim e de como isso pode ser deixa a passagem mais leve.
Eu só quero a sorte de uma morte tranquila.
nota da editora: Julianna Granjeia é jornalista e linda e aceitou meu convite para escrever aqui como convidade. Sorte nossa.

http://malvadezas.com/page/2/

A Mentira

Olive (Emma Stone) era aquele tipo de estudante cuja presença não era notada por ninguém, além de sua melhor amiga Rhiannon (Alyson Michalka). Quando ela a convida para passar um fim de semana acampando, Olive dá como desculpa que irá se encontrar com alguém. Na segunda seguinte Rhiannon lhe pergunta como foi o encontro e, para manter a história, Olive diz que perdeu a virgindade com ele. A notícia é ouvida por Marianne (Amanda Bynes), a crente da escola, que logo a espalha para os demais alunos. A situação altera o modo como as pessoas olham para Olive, o que faz com que ela se sinta dividida: ao mesmo tempo em que se sente mal por olharem para ela graças a uma mentira, ela gosta de enfim receber a atenção das pessoas. A situação potencializa ainda mais quando ela aceita a proposta feita por Brandon (Dan Byrd), seu amigo gay, de que finjam ter relações sexuais durante uma festa onde todos da escola estejam presentes. Desta forma Brandon passa a ser visto como heterossexual, deixando de ser perseguido, e Olive assume de vez a figura de vadia da escola. Só que ela não podia imaginar até onde sua fama iria levá-la. 


Ensaio sobre um glaucoma

*texto de Thiago Schiavinato
Sempre acordavam na mesma hora. Ela corria pro banheiro, tomava a ducha fria, não importando a estação do ano ou a temperatura. Fora do quarto dividiam pouca coisa. Ele fazia o café. Ela dizia que a água fria era vida. Ela professora. Começava às 7, Ele bancário terminava às 4.
Apesar do sexo escasso, se davam bem. Ela dizia que a banalização do sexo prejudicaria a relação, julgava duas vezes ao mês mais do que suficiente. Ele se virava como podia. Não era avesso ao uso das próprias mãos, mas de vez em quando Ele recorria aos trabalhos esterilizados de alguma profissional.
Não considerava traição, mas por via das dúvidas Ele sempre levava um presentinho para Ela após as tardes lascivas. Uma flor, um livro ou a fruta da época. Apesar de sempre querer o perdão para sua impureza púdica, Ele na sua confusa cabeça era fiel.
Numa tarde calorenta e cheia de mosquitos Ela começou também a trazer presentes para Ele. Na primeira semana uma camisa gola V. Na segunda um gel para o cabelo. Na terceira uma loção pós barba.
Com isso parou, Ele então, de presenteá-la. Passou a tocá-la nas madrugadas úmidas. Era janeiro, o mofo subia junto com o fogo da, outrora, frígida esposa.
Ela estremecia as pernas, contorcia em desejo, molhava as partes necessárias e eles faziam o melhor dos sexos. Pareciam dois novos amantes. Peles quentes, desejo, calor. Eles.
Pela manhã a mesma rotina. Café, ducha, jornal, pão da padaria do seu Adolfo e frieza. Ele satisfeito e encucado, Ela com a pele ótima e silenciosamente feliz.
Ele contratou um detetive para seguir Ela. Mesmo em dúvida sobre os cornos, Ele amava Ela ainda mais. Faziam sexo como na época em que se conheceram, há longínquos 15 verões. Ele abandonou até mesmo o primeiro dos pecados eclesiásticos. A safira matutina.
Na segunda semana o detetive lhe trouxe um endereço. Após observações minuciosas, passou-lhe um relatório completo das atividades extra-curriculares Dela. A visita diária à um certo endereço após o encerramento da jornada laboral despertou curiosidade e desespero.
Apesar do gozo quase diário, do prazer, da paixão Ele estava destruído. Pensamentos bovinos ocuparam sua serenidade, havia perdido a devoção submissa. Nesta madrugada gozou com raiva. De um amigo catireiro comprou um 38. Cano curto, cromado. Numeração raspada.
Como de costume transaram na madrugada seguinte. Ela antevendo o crepúsculo, chupou como nunca, gozou como poucas e gemeu como a maioria. Ele dividido entre a dúvida, a esperança e a vergonha, gozou. Um gozo amargo de boldo.
Na manhã. Ducha, café, jornal, pão do seu Adolfo, Ela sorriu. Ela disse que precisavam conversar. Ele disse que não podia, sábado era dia da sinuca no Bar do Asdrúbal. Campeonato do bairro.
Ao chegar Ele depara-se com o corpo Dela pendurado na viga da cozinha. Sobre a mesa um bilhete. Escrito no papel de pão do seu Adolfo a frase reluzia: aos cegos nem toda a luz do sol bastaria. Ele busca o 38 e com um tiro no céu da boca, encontra a claridade glaucômica dos amores mal vividos.
**nota da editora: malvadezo novo na área. Thiago, por enquanto, está sem quadradinho aqui, mas logo completa seu cadastro como colaborador oficial do nosso blog preferido. =]

AS MENTIRAS NO RELACIONAMENTO

Analisando e refletindo sobre inúmeros relacionamentos, e como o ser humano possui a capacidade de alterar algum acontecimento, resolvi me aprofundar um pouco mais no assunto.
A mentira nada mais é quando alguém diz algo que seja falso, e claro, com o objetivo do outro acreditar. Mas não é apenas dizer algo que não seja verdadeiro, pois uma pessoa pode dizer sem saber que não é verdade, ou seja, só é considerado mentiroso aquela pessoa que sabe que não é verdade aquilo que está contando, e mesmo assim passa aquela informação ao outro.
Conversando com algumas pessoas, estas incluem a omissão como sendo uma forma de mentir. A omissão não é considerada uma mentira, pois omitir significa não falar nada, a não ser que alguém pergunte e a pessoa que estiver sendo questionada faz gestos que induzem a outra pessoa a acreditar naquilo que não é verdade.
O que acontece, é que tanto a mentira como a omissão possuem a mesma consequência: a falta de confiança.
É muito comum nos relacionamentos encontrarmos casais que no dia a dia acabam modificando alguma coisa que já aconteceu, ou que irá acontecer. Mas estes casais não param para pensar o quanto estes comportamentos podem atrapalhar no relacionamento.
Mentiras que uma pessoa pode considerar sem importância, para a outra pode ter uma importância mais elevada, gerando problemas bem maiores do que se a pessoa que mentiu tivesse enfrentado a verdade. Muitos fogem da verdade, mas é através dela que a confiança é construída.
Pequenas mentiras são aquelas que a pessoa não considera grave a ponto de gerar uma briga grande ou até de terminar o relacionamento, mas mentem por algum motivo, seja pelo casal não ter uma comunicação de qualidade no dia a dia, por medo da reação do outro, desse outro desaprová-lo, por receio de gerar alguma discussão, enfim, resumindo a maioria das vezes a mentira no relacionamento se baseia no medo de gerar conflitos. 
A mentira sempre tem um antecedente, mas nem sempre este antecedente vem do outro, ele pode vir da própria pessoa que mente. 
Antecedentes que partem do outro, seriam aqueles comportamentos que o mentiroso não gostou que o outro teve, portanto mente para não acontecer novamente. E os antecedentes do próprio mentiroso são inúmeros, pois dependerá da história de vida dessa pessoa, do aprendizado, e do contexto em que está inserido no momento. Mas vale ressaltar que ambos são errados, e atrapalham muito o relacionamento.
A pessoa aprende a mentir, e a partir do momento que ela percebe que mentir faz ela se esquivar dos problemas, a mentira vai se tornando presente cada vez mais na vida dela, e quando o outro percebe, pode gerar consequências muito ruins, como a falta de confiança, que é algo essencial para um relacionamento saudável. 
Resumindo: pequenas mentiras frequentes podem gerar grandes mentiras no futuro.
A pessoa que mente deixa o outro se sentir inseguro, e uma pessoa insegura dentro do relacionamento é capaz de se sentir muito mal, a ponto de colocar um ponto final nesta relação, ou de trazer muito mais conflitos que poderiam ser evitados com a verdade. Saber enfrentar a verdade é um desafio para a busca da felicidade do casal.
A pessoa que descobre que o outro mentiu, seja mínima esta mentira, já poderá deixá-la preocupada que outras mentiras virão, mesmo não acontecendo. Mentiras destroem a confiança, e a desconfiança destrói o relacionamento. 
A pessoa mentirosa também se sentirá mal, pois não será levada a sério, mesmo quando falar a verdade.
Mesmo um casal perdendo a confiança um pelo outro, é possível resgata-la, mas sempre com a  verdade. 
Assumir as consequências de algo errado faz a pessoa ser mais digna a ponto do outro reconhecer. Portanto, ao invés de mentir ou esconder, ainda a conversa verdadeira é a melhor aliada para uma convivência sem problemas.
E caso você não consiga parar de mentir, busque ajuda de um psicólogo!

Mentiras, Omissões e Confiança

Muitos dizem que a confiança é a base de um relacionamento. Na minha opinião, quem afirma isso não poderia estar mais correto. Em um relacionamento amoroso, deve existir amizade também. O seu parceiro precisa ser seu amigo, ter sua confiança, companheirismo, poder desabafar, receber conselhos e divertir-se ao seu lado. Como ter qualquer uma dessas coisas sem confiar no outro?
Também é preciso ter certeza que seu parceiro não te trairá, que está onde diz estar, que não fará algo que se comprometeu a não fazer.  Tem algo pior que “liberar” seu namorado para sair com os amigos e ficar pensando o tempo todo se ele realmente está lá, se está te traindo ou exagerando na bebida, mesmo tendo prometido que não o faria?
E descobrir fatos pessoais do seu parceiro através de terceiros? Ou ser sempre o último a saber das coisas dele? Acreditam ser um relacionamento assim algo saudável? Quem sabe, quando precisar desabafar com alguém e precisar ligar para um amigo ou amiga ao invés de falar com quem se relaciona, pois não existe intimidade suficiente?
Se houver confiança, nada disso ocorerá, a amizade e o relacionamento crescerão. Você será sempre calma, tranquila, saberá que o seu parceiro está sempre falando a verdade, não existirá desconfiança, angústia, ciúme excessivo, nada. E como conquistar esse grau de amizade, intimidade e confiança? Simples, sendo honesta, sincera, não mentindo nem omitindo nada.
Aí existem as “desculpas” por mentiras e omissões. Muitos mentirosos (desculpem a palavra forte, mas quem mente é mentiroso) justificam esse ato asqueroso com “era o melhor pra ela”, ou que foi para evitar dor, brigas, mágoas ou qualquer outra balela.  Bem,  na minha opinião, não cabe a ninguém tomar decisões pelo outro ou saber o que vai ser melhor ou pior para ele. Se você acha melhor a pessoa não saber o que você fez, seria melhor não ter feito. Se é tarde, tenha caráter e arque com as consequencias. Se quer justificar como sendo algo para evitar brigas, seja madura e fale a verdade, depois a sua opinião sobre o assunto e peça compreensão. O próprio Deus não toma decisões pela gente, o que nos dá direito de tomar pelo parceiro?
Como consequencia desses atos temos o fim da confiança, que é algo difícil e demorada para ser conquistada, mas totalmente destrutível em instantes, apenas por uma atitude. Aí o relacionamento sem confiança fica algo péssimo, a amizade praticamente vai embora,  junto com a vontade de ver o parceiro, a mágoa permanece, começam desconfianças, brigas, você não acredita mais no que o outro fala, começa a não “deixar” que ele faça coisas comuns, por não acreditar que ele cumprirá com a sua palavra, e por aí vai. O que era um namoro/noivado/casamento excelente é destruido por apenas uma mentira ou omissão.
Poderia continuar escrevendo sobre os males e consequencias desses atos, mas acredito que já deu pra entender. Se queremum relacionamento bom, maduro, sem desconfianças, nao minta ou omita nada, tenha caráter. Seja a diferença.

Adeus


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Do Silêncio

Autor de “O pequeno príncipe”, Saint-Exupery serviu durante alguns anos como comandante de um pequeno aeroporto ao norte da África. Aqui ele nos fala do silêncio do deserto:
“Era um silêncio de paz, quando as tribos que viviam perto de nós estavam reconciliadas; era um silêncio de meio-dia, quando o calor do Sol suspende os pensamentos e os movimentos do homem.
“Era um falso silêncio, quando soprava o vento do norte, anuncian­do uma tempestade de areia; era um silêncio de mistério, quando eu me sentava diante de um árabe para tomar chá e não conseguia decifrar os seus olhos.
“Era um silêncio tenso, quando o piloto que estávamos esperando tardava a chegar; e um silêncio melan­cólico, quando a mala postal era aberta e não continha a carta da pessoa que eu amava.
“O silêncio era sempre o mesmo, mas ele tinha várias faces”

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Da alma confusa

O abade Pastor estava certa tarde no mosteiro de Sceta quando recebeu a visita de um ermitão.
“Meu orientador espiritual não sabe como me dirigir”, disse o recém-chegado. “Devo deixá-lo?”
O abade Pastor nada disse, o ermitão voltou para o deserto. Uma semana depois, foi de novo visitar o abade Pastor.
“Meu orientador espiritual não sabe como me dirigir”, disse. “Resolvi deixá-lo.”
“Estas são palavras sábias”, respondeu o abade Pastor. “Quando um homem percebe que sua alma não está contente, ele não pede conselhos – mas toma as decisões necessárias para preservar sua caminhada nesta vida”.
 
http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Da verdadeira luta

O abade Pastor costumava dizer que o abade João havia rezado tanto, que não precisava mais se preocupar – suas paixões haviam sido vencidas.
As palavras do abade Pastor terminaram chegando aos ouvidos de um dos sábios do mosteiro de Sceta. Este chamou os noviços depois da ceia.
“Vocês tem escutado dizer que o abade João não tem mais tentações a vencer”, disse ele. “A falta de luta enfraquece a alma. Vamos pedir ao Senhor que envie uma tentação bem poderosa para o abade João. E – se ele vencer esta tentação – vamos pedir outra e mais outra. E quando ele estiver de novo lutando contra as tentações, vamos rezar para que ele jamais diga “Senhor, afasta de mim este demônio”. Vamos rezar para que ele peça: “Senhor, dai-me força para enfrentar o mal”.

domingo, 4 de agosto de 2013

Do cofre

Nuri Bey era um homem rico e sábio, que se casou com uma mulher mais jovem e mais bela. Certa tarde, um de seus servidores lhe disse: “sua mulher guarda no quarto um baú que pode esconder um homem. Ela não me deixa limpá-lo ou abri-lo”.
Nuri Bey foi ao quarto da mulher. “O que tem dentro do baú?”, perguntou. “Roupas”, respondeu a mulher. “Então me dê a chave”, insistiu Nuri Bey. Com lágrimas nos olhos, a mulher obedeceu.
Nuri Bey ficou um longo tempo com a chave na mão, mas não fez nada. Ao cair da noite, chamou jardineiros e mandou que atiras­sem o baú no fundo do lago; jamais soube o que havia ali dentro.
Diz o Dervixe Kalandar que contou esta história: existem certas coisas que, se tentarmos resolver pela razão, estamos perdidos. É melhor simplesmente afastá-las de nossas vidas.

http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/

sábado, 3 de agosto de 2013

Da sorte

Numa reunião em minha casa, alguém quebrou um copo. “Isto é sinal de boa sorte”, disse minha mulher.
Todos os presentes conheciam esta tradição. Quebrar copo, derramar açúcar sem querer, entornar vinho, são sinais de boa sorte.
“Por que isto é sinal de boa sorte?”, perguntou um rabino que fazia parte de nosso grupo.
“Não sei”, disse minha mulher. “Talvez seja um antigo costume, de deixar sempre o hóspede à vontade”.
“Não é a explicação correta”, disse o rabino. “Certas tradições judaicas dizem que cada homem tem uma cota de sorte, que vai usando no decorrer de sua vida. Pode fazer com que esta sorte renda juros, se usá-la apenas para coisas que realmente necessita – ou pode desperdiçá-la à toa. Também nós, judeus, dizemos ‘boa sorte’ quando alguém quebra um copo. Mas isto significa: ‘que bom, você não desperdiçou sua sorte tentando evitar que este copo quebrasse. Então, vai poder usá-la em coisas mais importantes’”.

 http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/

Meus dias

Seus dias vou buscar
O que vou fazer?
Se não me aceitar
Não quero viver
Mas tempos atrás
Eu vivi sozinho
Até você chegar
E aliviar o frio
Passo o tempo pensando
Em como te ter
E quando chegar a hora
Quero só você
Me basta o sorriso
Pra eu ganhar o dia
Me abraça agora
Me traz a alegria
De viver
De viver



Casa Comigo?

Ô mulher, casa comigo
Que eu te dou roupa lavada
Uma casa e um pedacinho de amor
Quero ser o seu marido
Seu eterno namorado
É claro, se você quiser
Eu quero ser
Seu beija-flor só pra poder te visitar
Todos os dias no jardim
Eu quero ser
A estrela mais brilhante pra te chamar atenção
E poder ter você pra mim
Quero ser teu sol
E só em meus braços
Todo dia eu quero te dar calor
Sete vezes mais
Eu quero ser melhor que tudo isso que se tem
Pedindo a Deus em oração


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pouca Vogal


Da espada

O guerreiro da luz tem a espada em suas mãos. É ele quem decide o que vai fazer. Ele também determina o que não fará em circunstância nenhuma.
Há momentos em que a vida o conduz para uma situação-limite: ele é forçado a separar-se de coisas que sempre amou.
Então o guerreiro reflete. Verifica se é a vontade de Deus que está o fazendo perder algo querido. Procura saber se aquilo estava realmente no seu caminho.
Se a resposta for afirmativa, ele aceita sem reclamações.
Se, entretanto, tal separação for provocada pela perversidade alheia, o guerreiro é implacável em suas ações.
O guerreiro possui a arte do golpe, e a arte do perdão. Sabe usar as duas com a mesma habilidade.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Anunciação

Na bruma leve das paixões
Que vêm de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...(2x)

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...

A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...

Ah! ah! ah! ah! ah! ah!
Ah! ah! ah! ah! ah! ah!...

Na bruma leve das paixões
Que vem de dentro
Tu vens chegando
Prá brincar no meu quintal
No teu cavalo
Peito nu, cabelo ao vento
E o sol quarando
Nossas roupas no varal...

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...

A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais...

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais
Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais...

Ah! ah! ah! ah! ah! ah!
Ah! ah! ah! ah! ah! ah!
Ah! ah! ah! ah! ah! ah!
Ah! ah! ah! ah! ah! ah!...